Técnica de Sobrevivência: Cálculo I

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Atualmente as redes sociais, por meio de meme, difundem a dificuldade clássica para a maioria dos estudantes que iniciam um curso superior na área de exatas. A dificuldade está em passar na disciplina de Cálculo, mais precisamente não Cálculo I, base de todo curso de exatas. O conceito de Cálculo na matemática é muito diferente aquele atribuído por uma pessoa no seu cotidiano. Trata-se de ferramenta matemática que permite estudar diversos fenômenos e eventos que ocorrem em determinadas situações. Para seu estudo e compreensão é necessário o domínio de conceitos de Álgebra , Geometria Analítica , Funções e Trigonometria . Se o leitor está pensando em realizar um curso na área de exatas, pode ser relevante aos seus estudos, realizar uma Avaliação Diagnóstica, para analisar seus conhecimentos nestas quatro áreas. Em seus livros James Stewart, costuma disponibilizar, logo de inicio, uma avaliação deste tipo. Que tal realizar esta avaliação? Lembre-se que é sem...

Questão 31 e 32 – Vestibulinho Etec – Centro Paula Souza – 1° Semestre de 2.013

Considere as informações para responder às questões de números 31 e 32.


As órbitas dos satélites de comunicação são geoestacionárias e devem ser equatoriais, isto é, estar no plano da linha do Equador terrestre.

Como o nome sugere, um satélite geoestacionário (geo = Terra, estacionário = parado) deve acompanhar a rotação do planeta de forma a ­ car sempre parado em relação a um ponto ­ fixo na superfície da Terra.

A  ­Figura 1 ilustra a ideia do “campo de visão” de um satélite geoestacionário,  ou  seja,  mostra  a  região  do  planeta  que  o satélite é capaz de cobrir, “enxergar”.

O satélite envia sinais eletromagnéticos para a Terra, e o que delimita a região coberta pelos sinais é o fato de o planeta ser esférico. Desta forma, os sinais recebidos ou transmitidos, entre o satélite e a Terra, ­ ficam con­finados num cone cuja intersecção com a superfície da Terra determina a área de cobertura do satélite.

É nesta região da superfície da Terra que podemos colocar antenas capazes de trocar sinais eletromagnéticos com o satélite.

Figura 1

No exemplo da Figura 1, os sinais emitidos pelo satélite, no limite, “tocam” o planeta nos pontos T1 e T2.

Na  ­ Figura 2, apresenta-se um modelo matemático simpli­ficado da posição do satélite S em relação à Terra.

Figura 2

Na ­ Figura 2, temos:
  • Ponto S: satélite (considerado como um ponto no espaço).
  • As semirretas ST1 e ST2 tangentes à superfície da Terra nos pontos T1 e T2, respectivamente.
  • Ponto C: centro da Terra e da órbita do satélite S.
  • Quadrilátero ST1CT2: ­ figura plana.
  • R: medida do raio da Terra.
  • r: medida do raio da órbita do satélite S.
  • θ: medida do ângulo SCT1.

Note que θ corresponde à latitude máxima que o sinal do satélite pode alcançar.

Considerando os valores aproximados de 6400 km para o raio da Terra e 42000 km para o raio da órbita do satélite geoestacionário S, determina-se que θ= 81,2°.

Conclusão: um satélite geoestacionário cobre uma região entre as latitudes 81,2° N e 81,2° S.

Essa região não chega aos polos geográ­ficos da Terra. Mas chega quase lá.  E isso não é nenhum problema porque ninguém, aparentemente, vai querer transmitir sinais de TV ou internet para ursos polares ou pinguins, vai?!

(fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2008-03-16_2008-03-22.html Acesso em: 12.08.2012. Adaptado)

***

Questão 31

De acordo com o texto, conclui-se que a medida do ângulo T1ST2 é

(A) 8,8°.
(B) 13,2°.
(C) 17,6°.
(D) 22,0°.
(E) 26,4°.

Solução: (C)

Segundo a Figura 2 os triângulos ST1C e ST2C são congruentes (iguais).

O ângulo T1ST2 é a soma do ângulo T1SC e do ângulo T2SC.

Sabemos que a soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre 180°.

No triângulo ST1C, temos dois ângulos indicados θ = 81,2° e 90°, então:

T1SC + 90° + 81,2° = 180°

T1SC = 180° – 90° – 81,2° = 8,8°

Então T1SC = T2SC = 8,8°:

T1ST2 = T1SC + T2SC = 8,8° + 8,8° = 17,6°
  
***
  
Questão 32

Considerando uma estação receptora no ponto T1, a distância de T1 a S é, Em quilômetros, aproximadamente,

Admita que a  altura  da  estação receptora é desprezível em relação ao raio  da Terra  e  em  relação  à  distância  do satélite até o centro da Terra.
Adote:  √172304 = 415

(A) 4,15 · 101.
(B) 4,15 · 102.
(C) 4,15 · 103.
(D) 4,15 · 104.
(E) 4,15 · 105.

Solução: (D)

O triângulo ST1C é retângulo no ponto T1, ou seja, no ponto T1 temos um ângulo de 90°.

Segundo o texto e a Figura 2, temos:
  • T1C é igual ao raio da Terra que mede 6400 km, e que T1C é um dos catetos do triângulo ST1C;
  • SC é igual ao raio da orbita do satélite Terra que mede 42000 km, e que SC é a hipotenusa do triângulo ST1C, e;
  • T1C é outro cateto do triângulo ST1C.

Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo ST1C, temos:

(SC)2 = (T1C)2 + (T1S)2

(T1S)2 = (SC)2 – (T1C)2

(T1S) =  [(SC)2 – (T1C)2]

(T1S) = √ [(42000)2 – (6400)2]

Aqui é que vai complicar muito os cálculos, pois vamos trabalhar com números grandes. Vou resolver da forma que considero mais fácil e que apresenta o menor risco de errar, mas nada impede o leitor de resolver da forma de considerar mais fácil.

Vou transformar 42000 no produto de 420 × 100 e 6400 no produto de 64 × 100. Escolhi 100 como um dos fatores para ajudar nos cálculos:

(T1S) =  [(420 × 100)2 – (64 × 100)2]

(T1S) =  [(4202 × 1002) – (642 × 1002)]

(T1S) =  [(176400 × 10000) – (4096 × 10000)]

(T1S) =  [(176400 × 104) – (4096 × 104)]

(T1S) =  [(176400 – 4096) × 104]

(T1S) =  (172304 × 104)

(T1S) =  (172304) × √(104)

(T1S) = 415 × 102

(T1S) = 4,15 × 104

Como citei anteriormente nada impede de realizar os cálculos da seguinte forma:

(T1S) =  [(42000)2 – (6400)2]

(T1S) =  [(1764000000) – (40960000)]

(T1S) =  (1723040000)

(T1S) =  (172304 × 10000)

(T1S) =  (172304 × 104)

(T1S) =  (172304) × √(104)

(T1S) = 415 × 102

(T1S) = 4,15 × 104


***


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Comentários

Anônimo disse…
Me ajudou muito mesmo, valeu!

Latex Editor (Equações Matemáticas)

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