Técnica de Sobrevivência: Cálculo I

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Atualmente as redes sociais, por meio de meme, difundem a dificuldade clássica para a maioria dos estudantes que iniciam um curso superior na área de exatas. A dificuldade está em passar na disciplina de Cálculo, mais precisamente não Cálculo I, base de todo curso de exatas. O conceito de Cálculo na matemática é muito diferente aquele atribuído por uma pessoa no seu cotidiano. Trata-se de ferramenta matemática que permite estudar diversos fenômenos e eventos que ocorrem em determinadas situações. Para seu estudo e compreensão é necessário o domínio de conceitos de Álgebra , Geometria Analítica , Funções e Trigonometria . Se o leitor está pensando em realizar um curso na área de exatas, pode ser relevante aos seus estudos, realizar uma Avaliação Diagnóstica, para analisar seus conhecimentos nestas quatro áreas. Em seus livros James Stewart, costuma disponibilizar, logo de inicio, uma avaliação deste tipo. Que tal realizar esta avaliação? Lembre-se que é sem...

Questão 60 – Processo de Promoção – QM – Professor de Matemática – SEE/SP – 2.015

A seguir estão descritas algumas indicações para os processos de ensino e de aprendizagem de conceitos e procedimentos matemáticos.

I. Para planejar suas atividades no início de um dado período (ano, semestre, bimestre, etc), o professor deve considerar a importância de articular diversos aspectos dos diferentes conteúdos, visando a possibilitar a compreensão mais ampla por parte do aluno a respeito dos princípios e métodos básicos do corpo de conhecimentos matemáticos (proporcionalidade, equivalência, indução, dedução, etc.).

II. Os níveis de aprofundamento dos conteúdos devem decorrer das possibilidades de compreensão dos alunos, ou seja, o professor deveria considerar que um mesmo tema pode ser explorado em diferentes momentos da aprendizagem e que sua consolidação se dará pelo número cada vez maior de relações estabelecidas.

III. A calculadora não deve fazer parte de algumas aulas de matemática na Educação Básica. Ou seja, o professor deve levar em conta que o seu uso poderá dificultar o desenvolvimento de estratégias de resolução de situações-problema.

IV. Para introduzir um assunto novo, o professor de Matemática deve levar em conta a necessidade de iniciar esse trabalho pela definição, ainda que não seja de maneira formal. Depois disso, ele deve discutir diversos exemplos com os alunos e propor atividades variadas e sequenciadas pela ordem de dificuldade. Finalmente, ele deverá apresentar e propor algumas aplicações por meio de situações-problema que são identificadas como a parte final desse processo.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais ou o Currículo do Estado de São Paulo adotam apenas as perspectivas descritas em

(A) I e II.
(B) I e III.
(C) I e IV.
(D) II e III.
(E) II e IV.

Solução: (A)
  
I. Para planejar suas atividades no início de um dado período (ano, semestre, bimestre, etc), o professor deve considerar a importância de articular diversos aspectos dos diferentes conteúdos, visando a possibilitar a compreensão mais ampla por parte do aluno a respeito dos princípios e métodos básicos do corpo de conhecimentos matemáticos (proporcionalidade, equivalência, indução, dedução, etc.) → Verdadeiro:

Segundo o Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental (1.997, p.40):

A variedade de conexões que podem ser estabelecidas entre os diferentes blocos, ou seja, ao planejar suas atividades, o professor procurará articular múltiplos aspectos dos diferentes blocos, visando possibilitar a compreensão mais fundamental que o aluno possa atingir a respeito dos princípios/métodos básicos do corpo de conhecimentos matemáticos (proporcionalidade, equivalência, dedução, etc.); além disso, buscará estabelecer ligações entre a Matemática, as situações cotidianas dos alunos e as outras áreas do conhecimento”.

II. Os níveis de aprofundamento dos conteúdos devem decorrer das possibilidades de compreensão dos alunos, ou seja, o professor deveria considerar que um mesmo tema pode ser explorado em diferentes momentos da aprendizagem e que sua consolidação se dará pelo número cada vez maior de relações estabelecidas → Verdadeiro:

Segundo o Currículo do Estado de São Paulo (1.997, p.50)

A escolha de diferentes escalas de aprofundamento para vários assuntos é natural e esperada, constituindo a competência máxima do professor, do ponto de vista da didática. Um bom professor não se excede em pormenores que não podem ser compreendidos pelos alunos, nem subestima a sua capacidade de compreensão”.

III. A calculadora não deve fazer parte de algumas aulas de matemática na Educação Básica. Ou seja, o professor deve levar em conta que o seu uso poderá dificultar o desenvolvimento de estratégias de resolução de situações-problema → Falso:

Segundo o Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental:

Recursos didáticos como jogos, livros, vídeos, calculadoras, computadores e outros materiais têm um papel importante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, eles precisam estar integrados a situações que levem ao exercício da análise e da reflexão, em última instância, a base da atividade matemática” (1.997, p.19).

Estudos e experiências evidenciam que a calculadora é um instrumento que pode contribuir para a melhoria do ensino da Matemática. A justificativa para essa visão é o fato de que ela pode ser usada como um instrumento motivador na realização de tarefas exploratórias e de investigação”. (1.997, p.34)

Os procedimentos de validação de estratégias e de resultados obtidos na resolução de problemas também são aprimorados neste ciclo. Nesse contexto, a calculadora pode ser utilizada como um recurso didático, tanto para que o aluno analise resultados que lhe são apresentados, como para controlar e corrigir sua própria produção” (1.997, p.57).
Segundo o Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2.000, p.45):

“(...) as calculadoras e o computadores adquirem importância natural como recursos que permitem a abordagem de problemas com dados reais e requerem habilidades de seleção e análise de informações”.

IV. Para introduzir um assunto novo, o professor de Matemática deve levar em conta a necessidade de iniciar esse trabalho pela definição, ainda que não seja de maneira formal. Depois disso, ele deve discutir diversos exemplos com os alunos e propor atividades variadas e sequenciadas pela ordem de dificuldade. Finalmente, ele deverá apresentar e propor algumas aplicações por meio de situações-problema que são identificadas como a parte final desse processo Falso:

Segundo o Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental (1.997, p.30):

Tradicionalmente, a prática mais frequente no ensino de Matemática era aquela em que o professor apresentava o conteúdo oralmente, partindo de definições, exemplos, demonstração de propriedades, seguidos de exercícios de aprendizagem, fixação e aplicação, e pressupunha que o aluno aprendia pela reprodução. Considerava-se que uma reprodução correta era evidência de que ocorrera a aprendizagem.

Essa prática de ensino mostrou-se ineficaz, pois a reprodução correta poderia ser apenas uma simples indicação de que o aluno aprendeu a reproduzir mas não apreendeu o conteúdo”.

Segundo o Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2.000, p.30):

De fato, não basta revermos a forma ou metodologia de ensino, se mantivermos o conhecimento matemático restrito à informação, com as definições e os exemplos, assim como a exercitação, ou seja, exercícios de aplicação ou fixação. Pois, se os conceitos são apresentados de forma fragmentada, mesmo que de forma completa e aprofundada, nada garante que o aluno estabeleça alguma significação para as ideias isoladas e desconectadas umas das outras. Acredita-se que o aluno sozinho seja capaz de construir as múltiplas relações entre os conceitos e formas de raciocínio envolvidas nos diversos conteúdos; no entanto, o fracasso escolar e as dificuldades dos alunos frente à Matemática mostram claramente que isso não é verdade”.


Obs.: esta é uma questão que verifica se o professor está utilizando os cadernos enviados pelo governo ou se está seguindo a proposta curricular do governo.

Fonte: 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Material de apoio ao Currículo do Estado de São Paulo – Caderno do Professor de Matemática – Ensino Médio – 3° Ano. São Paulo: SEE, 2014.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática (ensino fundamental) / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1.997.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática (ensino médio)/ Secretaria de Educação – Brasília: MEC/SEF, 2.000.


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